Embora muitas vezes tidas como sinônimos, juventude e adolescência têm significados distintos, ainda que superpostos. Além disso, é conveniente classificar a juventude como um termo singular? Simplesmente juventude!
A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende a adolescência como um processo biológico, que vai dos 10 aos 19 anos de idade, abrangendo a pré-adolescência (10 a 14 anos) e a adolescência propriamente dita (15 a 19 anos). Já a juventude, para a OMS, é considerada uma categoria sociológica que implica na preparação dos indivíduos para o exercício da vida adulta, abrangendo a faixa dos 15 aos 24 anos de idade. As diferenças entre adolescência e juventude, portanto, não se limitam à idade, mas aos conceitos, demonstrando processos de naturezas distintas.
Mais comum ainda do que falar da adolescência e da juventude como a mesma coisa é se referir indistintamente aos que vivem esses períodos como adolescentes ou jovens, como se observa em notícias, reportagens, em conversas informais e até mesmo em textos teóricos.
Embora a juventude possa ser considerada uma categoria social que agrupa os que compartilham a mesma fase de vida, é preciso ficar atento à multiplicidade de experiências que se reúnem sob essa denominação. Será que podemos falar numa mesma experiência juvenil vivida por um jovem morador do sertão nordestino, e por um jovem que reside num grande centro urbano? Certamente não. Por isso que, inclusive, a conveniência de se usar o termo “juventudes” (no plural) em vez de “juventude” (no singular), pois que não há singularidade nesse termo, mas sim, uma extrema pluralidade.
A classe social, a condição étnica e de gênero, a presença ou não no mercado de trabalho e na escola, a moradia – urbano ou rural – a situação familiar e a orientação religiosa são fatores que vão diferenciando internamente esse grupo que chamamos de juventude(s). Afinal, dois jovens (negros, branco ou amarelo) por exemplo, que possuam diferentes condições econômicas terão provavelmente experiências juvenis muito diferentes. Por isso, ao falar das experiências de vida juvenis propriamente ditas, é preciso reconhecer uma multiplicidade – o que nos leva a falar – no plural - de juventudes.
23:52:00
Heldene Khaleo



1 comentários:
muito interessante para quem gosta de esta informado,super cara.
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